Todo mundo gostaria de se casar com toda “pompa e circunstâncias”. Fazer aquele festão, ter a melhor decoração de casamento, um vestido do estilista preferido…

Que noiva não gostaria de ter o casamento dos sonhos?

Nos últimos tempos, tenho ouvido histórias absurdas. Gente que vendeu objetos pessoais e da casa para pagar o casamento. Noivos que deram uma festa que custava o dobro do valor do imóvel que possuíam. Casal que faz aquela festa de arromba e, em seguida, vai morar de aluguel (ou de favor). Pessoas que pegaram empréstimos com a finalidade de fazer um festão.

Tudo isso só significa uma coisa: pessoas que gastaram mais do que podiam para pagar um casamento. Casais que quiseram passar uma imagem diferente do que realmente são. Gente que não respeitou aquilo que realmente é.

Vale tudo por uma festa?

Se um casal já entra em um casamento “gastando mais do que tem” (como dizem), como será a perspectiva de vida desse casal? Vale tudo por uma festa dos sonhos? Que tipo de família esse casal quer constituir? O casamento significa isso? Vamos refletir!

A realização de uma boa parte dos sonhos na vida possui uma íntima relação com a forma de gastar o dinheiro. Viagens, casa, ter um carro, pequenos luxos de consumo, conhecer lugares legais… Isso tanto no âmbito pessoal quanto do casal. A realização desses sonhos com tranquilidade depende da forma que as pessoas gastam o dinheiro.

“Para mim era importante não entrar no dia-a-dia do casamento com dívidas e ter a nossa casa própria. Eu e o marido então resolvemos que teríamos uma festa para comemorar a nossa união, mas dentro das nossas possibilidades. Então, o jeito era pesquisar e foi o que fizemos. Pesquisamos preços, qualidade e conversamos com pessoas que já conheciam o serviço de cada fornecedor. No final tivemos tudo o que queríamos e dentro de nossas possibilidades. E foi lindo!” [Dá a dica e conta a experiência a Elaine, já casada e feliz, do blog BH Casamentos]

Casamento consciente: festa real

É preciso entender que a felicidade conjugal e a própria felicidade não significa “gastar mais do que tem” em um casamento. O casamento precisa estar equiparado com a realidade financeira dos noivos. O amor não significa o quanto se gasta em um casamento.  A realidade é diferente dos sonhos. Ninguém aqui está falando para não comemorar, para não fazer nenhuma festa ou para não fazer comemoração. Mas, fazer algo, de acordo com o padrão de vida de cada um.

“Se o casal não tiver dinheiro, mas quer o casamento dos sonhos, tem que dar prioridade em alguma coisa. Nesse caso, é a casa. Mas, também acho que sem uma festinha fica chato. Afinal, casamento é uma comemoração, mas não precisa ser muito caro. Hoje em dia, existem diversos DIY’s (faça você mesmo) na internet. Dá para fazer lembrancinhas, convite, porta guardanapo, kit toalete… Enfim, um monte de coisas, sem gastar muito.” Essa é a dica valiosa da Fran Huesa, noiva consciente, do blog Respire e Case.

Casamento real

Faça uma comemoração que seja real! Pegue as inspirações, referências de casamento e adapte ao seu bolso! Há opções interessantes, como o mini wedding, o receptivo Bolo e Champagne, um almoço e até um Brunch, que pode sair mais barato que uma festona e ser, igualmente lindo e divertido!

Casamento consciente, real! Para ter um casamento elegante e bonito, não precisa se endividar! É preciso, na verdade, muito planejamento (com antecedência) – tanto financeiro como do próprio casamento.

Imagens:
Alternative Bride, Sassy Hong Kong

4 comentários para “Casamento consciente: vale tudo por uma festa dos sonhos?”

  1. Isabella Rabello

    Com certeza não se deve gastar mais do que se tem, mas acho exagero falar que não pode morar de aluguel depois. Na realidade de hoje, em que muitos noivos bancam o casamento do próprio bolso e que os apartamentos estão muito caros, não faz sentido deixar de casar só pra ter uma casa. Tipo, se um apartamento simples custa no mínimo 200 mil e é necessário ter uma parte de entrada, a entrada pode se tornar mais cara que o próprio casamento. Dependendo da idade dos noivos (abaixo de 30, por exemplo), eles ainda não chegaram ao auge da vida profissional, ou seja, eles ainda irão aumentar de renda e aí, sim, poderão comprar seu imóvel.
    Pra quem pode, ótimo, mas não acho que esse seja um impeditivo.

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  2. Rebeca

    As prioridades das pessoas as vezes são meio estranhas mesmo. Eu quis fazer um casamento que não me deixasse cheia de dívidas e não me impossibilitasse de manter meu padrão de vida. Mas, tem “gosto” pra tudo! Bjos.

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  3. Elaine

    AMEI o post.
    Super importante todo mundo ter consciência da importância do dia-a-dia antes, durante e depois do dia do casório ;)
    Beijosss
    Elaine

    http://Www.bhcasamentos.com

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  4. Alexandra Camilo

    Consciência é uma coisa muito necessária para um casal de noivos, pois fazer um casamneto estilo o casamento real do princípe william com a duquesa Kate Middolton é querer se ferrar…

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